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terça-feira, 19 de abril de 2011

Doenças do couro cabeludo

Micose



Causada por especies de tricophyton ou microsporum(fungos)manifesta-se muito em pessoas que estao com o sistema imunologico comprometido( por ex portadores de hiv e pacientes submetidos a tramplantes que estejam tomando medicamentos imunodepressores.






MICOSES SUPERFICIAIS






Sinônimo: "TINHAS"






O que é?


Micoses superficiais são doenças provocadas por fungos, os quais são limitados à pele, aos pêlos, as unhas e às mucosas.






Como se desenvolve?


Os organismos causadores podem ser de origem humana, animal ou do solo. Os fungos contaminantes patogênicos são comuns em nosso ambiente, embora a incidência seja pequena, devido à resistência do hospedeiro. Comumente, as infecções fúngicas são, em algum grau, contagiosas.






O que se sente?


Em geral, as lesões são pruriginosas (dão coceira). Conforme a sua localização, podemos classificar as tinhas em:






Tinha de couro cabeludo (capitis)


Muito freqüente em crianças pré-escolares e escolares. Apresenta-se como uma placa de cabelos picotados, com descamação no centro ou com reação inflamatória. Quando apresenta muitos abscessos ou pus, forma o quadro denominado de Kerion celsii, podendo até deixar cicatriz.






Tinha de barba (barbae)


Ocorre na área da barba. Pode ter aspecto inflamatório, semelhante à infecção ou apresentar uma lesão com bordas bem delimitadas, com microvesículas e um centro descamativo, com crescimento pelas bordas, como é típico de todas lesões de tinhas.






Tinha do corpo (corporis)


Pode aparecer em qualquer área do corpo, em geral com aspecto bem característico, e crescimento pelas bordas, com microvesículas, avermelhada.






Tinha de mão (manuum)


Pode se apresentar como uma descamação difusa ou com pequenas bolhas semelhantes a disidrose.






Tinha de pé (pedis)


Nome popular: "frieira" ou "pé de atleta" - é a micose mais comum. Pode se manifestar no meio dos dedos com fissuras ou na planta dos pés, também com aspecto descamativo ou com vesículas (pequenas bolhas) similares à disidrose.






Tinha crural (cruris)


É a tinha localizada entre as coxas, podendo se alastrar para área genital. E mais comum em homens e no verão (pelo aumento da temperatura local e umidade).






Tinha da unha


Veja nosso artigo relacionado: onicomicoses.






Ptiríase versicolor ("micose de praia")


É causada pela malassezia furfur, que faz parte da constituição normal da pele. Por alguns fatores desencadeantes locais, como sudorese excessiva, pele muito seborréica ou predisposição genética, desenvolvem lesões no pescoço, tronco superior e face. Em geral são lesões arredondadas, escamosas, podendo ser mais claras que a pele normal (mais comum) ou até avermelhadas ou acastanhadas. Em alguns casos há nítida predileção pelos pêlos - sendo assim comum encontrar lesões no couro cabeludo, axilas e regiões pubianas. Quanto maior a área afetada, maior a dificuldade de tratamento e possibilidade de recidiva. É muito freqüente em nosso meio o acometimento de adultos jovens (maior oleosidade na pele) em ambos os sexos. Esse fungo é encontrado na pele sem manifestações clínicas de infecção, como já foi dito. O paciente procura o médico pelo aspecto anti-estético das lesões.






Candidíase


A principal espécie patogênica é a Candida albicans, causando uma infecção aguda ou crônica da pele e mucosas (intestino, mucosa oral e vaginal). A forma saprófita pode tornar-se patogênica devido a algumas alterações, como: umidade local, calor, maceração da pele, alterações imunológicas (como algumas doenças imunodebilitantes, uso prolongado de antibióticos e corticóides). Na criança as localizações mais comuns são: mucosa oral ("sapinho"), pregas de flexão (axilas, virilhas, pescoço e região das fraldas). Nas mulheres é muito freqüente a localização vulvovaginal, nas unhas e cantos da boca (perleche).






Como o médico faz o diagnóstico?


O aspecto clínico das lesões é muito sugestivo para o diagnóstico. Mas para confirmação laboratorial do agente causal o exame micológico direto e cultural (com raspado de material da lesão) é indicado.


Para uso de medicações por via oral e em casos onde a clínica pode ser confundida com outras doenças, o exame micológico pode ser fundamental para diagnóstico e controle de cura.






Como se trata?


Na maioria das lesões localizadas, o tratamento tópico (no local) é suficiente para a cura.


Nas lesões mais extensas ou recidivantes, muitas vezes é necessário um tratamento com antifúngicos por via oral para melhor abordagem terapêutica, mas sempre com controle clínico e laboratorial.






Como se previne?


Como em geral, em algum grau são infecções contagiosas, evitar o contato com as lesões. Existe uma predisposição pessoal para manifestação do quadro, mas fatores desencadeantes como umidade local, doenças como diabete (imunodebilitantes) devem ser controladas.






Dermatite Seborréica










O que é?


Trata-se inflamação crônica da pele que surge em indivíduos geneticamente predispostos, tratando-se portanto de manifestação constitucional. As erupções cutâneas características da doença ocorrem predominantemente nas áreas de maior produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas.


A causa da dermatite seborréica é desconhecida mas a oleosidade excessiva e um fungo (Pityrosporum ovale) presente na pele afetada estão envolvidos no processo. A maior atividade das glândulas sebáceas ocorre sob a ação dos hormônios androgênicos, por isso, o início dos sintomas ocorre geralmente após a puberdade. Nos recém nascidos também podem ocorrer manifestações da doença, devido ao androgênio materno ainda presente.






Manifestações clínicas


A dermatite seborréica tem caráter crônico, com tendência a períodos de melhora e de piora. A doença costuma se agravar no inverno e em situações de fadiga ou estresse emocional.


As manifestações mais frequentes ocorrem no couro cabeludo e são caracterizadas por intensa produção de oleosidade (seborréia), descamação (caspa) e prurido (coceira). A caspa pode variar desde fina descamação até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo. A coceira, que pode ser intensa, é um sintoma frequente nesta região e também pode estar presente com menor intensidade nas outras localizações.


Quando atingem a pele, as lesões da dermatite seborréica são avermelhadas e com descamação gordurosa. As áreas mais atingidas são a face (principalmente o contorno nasal, supercílios e fronte), pavilhões auriculares e região retroauricular e o centro da região torácica anterior e posterior.






Outras manifestações são a blefarite seborréica que atinge as pálpebras e a presença de lesões em áreas de dobra de pele, como as axilas e regiões inframamárias. Casos graves de dermatite seborréica podem evoluir para a generalização das lesões, atingindo extensas áreas da pele.






Tratamento


Não existe medicação que acabe definitivamente com a dermatite seborréica porém seus sintomas podem ser controlados. Deve-se evitar a ingestão de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas e o banho muito quente.


O tratamento geralmente é feito com medicações de uso local na forma de sabonetes, xampus, loções capilares ou cremes, que podem conter anti-fúngicos ou corticoesteróides, entre outros componentes. Em casos muito intensos, medicações via oral podem ser utilizadas. O tratamento adequado vai depender da localização das lesões e da intensidade dos sintomas, e deve ser indicado por um médico dermatologista.





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